Judô · 4 de nov. de 2026
Etiqueta no dojô e no tatame: o que fazer no primeiro dia
Reverência, filas, cuidado com o quimono: um guia simples de comportamento no dojô para quem está começando no judô ou no jiu-jítsu.
Entrar no tatame pela primeira vez pode gerar aquela dúvida: o que exatamente devo fazer? A boa notícia é que a etiqueta nos dojôs segue regras simples, e ninguém espera que o iniciante saiba tudo no primeiro dia. O importante é observar, pedir ajuda quando necessário e demonstrar respeito.
A regra mais conhecida é a reverência (rei). Antes de pisar no tatame, faz-se uma reverência de pé, em direção à área de treino. Ao entrar na área, repetimos a reverência. No início e no fim da aula, o professor e os alunos ficam frente a frente e reverenciam, geralmente em posição de seiza, ajoelhados. Se seiza for desconfortável para você, converse com o professor: adaptações são comuns e ninguém deve treinar com dor.
O cuidado com o quimono também faz parte da etiqueta. O judogi deve estar limpo, com a faixa bem amarrada, e o uniforme não se ajusta na frente de todos como se fosse roupa comum: para arrumar a manga ou a barra, vire-se para uma lateral ou saia do tatame por um momento. Dedos dos pés e unhas aparadas evitam arranhões nos colegas; joias, relógios e brincos ficam de fora do treino por segurança.
Ao final de um treino em dupla ou de um randori, reverencie o parceiro. Ele é quem permite que você treine — e o sentimento deve ser recíproco. Ganhar ou perder não muda nada nesse respeito: no judô, quem projeta também cuida de quem cai, segurando o braço do parceiro no ukemi para amortecer a queda.
Higiene e organização completam o quadro: chegue com o corpo limpo, mantenha as unhas curtas, se você tem qualquer ferimento cubra-o antes de treinar, e ajude a manter o espaço organizado. No fim da aula, o tatame se recolhe ou se organiza conforme o costume do dojô — observe os alunos mais antigos e faça junto.
Em muitos dojôs, os alunos se alinham por graduação, com as faixas mais graduadas à direita ou na frente. Não é desprezo pelo iniciante: é uma forma de organizar a aula e facilitar as demonstrações. Com o tempo, você naturalmente ocupará o seu lugar.
Chegue alguns minutos antes do horário. Se você se atrasar, espere a autorização do professor antes de entrar no tatame, em vez de simplesmente invadir a atividade em andamento. E se precisar sair no meio da aula — por dor, mala ou compromisso — comunique o professor antes de se retirar.
Nenhuma dessas regras exige domínio de japonês ou anos de treino: são gestos de atenção e cuidado com as pessoas com quem você compartilha o tatame. Observe, pergunte ao seu professor quando houver dúvida e não tenha medo de errar — a etiqueta também se aprende com repetição, como tudo mais no dojô.